O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Caio André (UB), direcionou a quantia de R$ 563.000,00 através de uma emenda parlamentar para o Instituto Tecnológico, Mineração, Preservação Ecológica, Social Cultural e Desportivo (IMPESDAM), cujo responsável identificado é Ivan Bezerra da Silva, diretor de contabilidade da CMM e nomeado para o cargo pelo próprio vereador Caio André.
Investigações da equipe de reportagem do Radar Amazônico revelaram que o IMPESDAM é uma entidade fantasma. O instituto, que deveria estar localizado na Avenida São Jorge, nº 602, bairro São Jorge, conforme documentação da emenda parlamentar, na verdade não existe. Ao visitar o endereço especificado, os jornalistas encontraram apenas uma assistência técnica de celulares e uma residência particular. A proprietária do imóvel afirmou que está no local há quatro anos e desconhece qualquer atividade relacionada ao instituto.
Após a repercussão da matéria, Caio André se pronunciou nas redes sociais, admitindo que os recursos destinados ao instituto foram suspensos devido a "problemas documentais" e à inconsistência do endereço fornecido. Ele afirmou que o montante foi remanejado para a Fundação Municipal de Cultura, Eventos e Turismo (Manauscult) para apoio à realização de eventos na cidade.
Contudo, documentos revelam que a emenda consta na Lei Orçamentária Anual (LOA), indicando que a suspensão não partiu diretamente do parlamentar, que alega ter seguido todos os procedimentos necessários para a execução da emenda.
Em nota oficial, o gabinete de Caio André enfatizou que suas emendas parlamentares são submetidas a um rigoroso controle de avaliação. Alega-se que a destinação para o IMPESDAM foi suspensa após identificação de irregularidades documentais e problemas com o endereço indicado.
Enquanto isso, a sociedade civil e demais órgãos de fiscalização aguardam por mais detalhes e investigações sobre o caso, que coloca em xeque a transparência e a responsabilidade na destinação dos recursos públicos da CMM.
*Com informações do Portal Radar Amazônico